quinta-feira, 8 de Julho de 2010

Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau é um país da costa ocidental de África que se estende desde o cabo Roxo até à ponta Cagete. Faz fronteira a norte com o Senegal, a este e sudeste com a Guiné-Conacri (ex-Francesa) e a sul e oeste com o Oceano Atlântico. Além do território continental, integra ainda cerca de oitenta ilhas que constituem o arquipélago dos Bijagós, separado do Continente pelos canais do rio Geba, de Pedro Álvares, de Bolama e de Canhabaque.
Foi uma colónia de Portugal desde o século XV até à sua independência, em 1974. Actualmente faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), das Nações Unidas, dos PALOP e da União Africana.
Os símbolos nacionais da República da Guiné-Bissau são
A Bandeira


A bandeira da Guiné-Bissau é constituída por três bandas com a mesma superfície, sendo uma vermelha disposta verticalmente e marcada com uma estrela negra. As outras duas são dispostas horizontalmente, sendo a superior amarela e a inferior verde.

As Armas

Consiste em duas palmas dispostas em círculo, unidas pela base, onde assenta uma concha amarela, e ligadas por uma fita em que se inscreve o lema «UNIDADE LUTA PROGRESSO». Na parte central superior insere-se uma estrela negra de cinco pontas.

História
História da Guiné-Bissau


Posto de controlo montado pelo PAIGC na Guiné-Bissau em 1974, depois da declaração de independência.
Antes da chegada dos Europeus, a região da actual Guiné-Bissau constituía uma parte do Reino de Gabu, tributário do Império Mali, partes do qual subsistiram até ao século XVIII. O primeiro navegador e explorador europeu a chegar à costa da actual Guiné-Bissau foi o Português Álvaro Fernandes, em 1446.
A vila de Bissau foi fundada em 1697, como fortificação militar e entreposto de tráfico de escravos. Mais tarde, viria a ser elevada a cidade e a capital, estatuto que manteve após a independência da Guiné-Bissau. Apesar de os rios e o litoral terem sido uma das primeiras áreas colonizadas pelos portugueses, o interior só foi explorado a partir do século XIX.
Uma rebelião contra o regime colonial, iniciada em 1956 pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), liderado por Amílcar Cabral, consolidou o seu controle sobre o país. Cabral morreu em 1973, em Conacri, num atentado que o PAIGC atribuiu aos serviços secretos portugueses mas que, na verdade, foi perpetrado por um grupo de guineenses do partido, que o acusavam de estar dominado pela elite de origem cabo-verdiana, à qual pertencia Amílcar Cabral. Apesar disso, o PAIGC, em 24 de Setembro de 1973, declarou unilateralmente a independência, reconhecida nos meses que se seguiram por vários países, sobretudo comunistas e africanos. A antiga metrópole colonial só a reconheceu em 1974, após a Revolução dos Cravos, ela própria devida em larga medida ao impasse em que caíra o esforço bélico português na pequena colónia.
Estava prevista uma tendencial unificação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, inicialmente constituídos como Estados separados. O primeiro presidente da Guiné-Bissau foi Luís Cabral, irmão do falecido Amílcar. Segundo Jaime Nogueira Pinto, Luís Cabral, até Outubro de 1974 ainda sob a soberania oficial portuguesa personificada por Carlos Fabião, mandou executar antigos elementos africanos das Forças Armadas Portuguesas que tivessem permanecido no país.
Em 1980, Nino Vieira (de seu nome completo, João Bernardo Vieira), um prestigiado veterano da guerra contra Portugal, destituiu Luís Cabral num golpe de Estado, a pretexto de o PAIGC estar dominado pela elite cabo-verdiana. Sintomaticamente, Cabo Verde, que começava a ressentir-se do encargo resultante da pobreza extrema da Guiné, aceitou com relativa rapidez a renúncia à unificação dos dois países e alterou até o nome do partido, na sua versão local, para PAICV (Partido Africano para a Independência de Cabo Verde). Luís Cabral partiu para um exílio dourado em Portugal, onde afirma sentir-se em casa, mais do que no Cabo Verde das suas origens. Entretanto, na Guiné, eram postas em evidência valas comuns com os restos mortais dos antigos soldados portugueses de raça negra fuzilados em massa por ordem sua.
Até 1984, o país foi controlado por um conselho revolucionário sob a chefia de Nino Vieira. Em 1994, tiveram lugar as primeiras eleições pluripartidárias. Em 1998, o presidente Nino Vieira teve de enfrentar um golpe militar liderado pelo brigadeiro Ansumane Mané. Entre 1998 e 1999, o país mergulhou praticamente numa guerra civil, que acabou por levar Nino Vieira a exilar-se em Portugal. Realizaram-se novas eleições, ganhas por Kumba Yalá, que assumiu o cargo de presidente da República em 2000. Conhecido como «o homem do barrete vermelho», não tardou a revelar-se uma nulidade a todos os títulos e foi deposto por novo golpe militar, em Setembro de 2003, sob a alegação de inépcia para resolver problemas.
Em Abril de 2004, tiveram por fim lugar as eleições legislativas, adiadas inúmeras vezes. Em Outubro do mesmo ano, Ansumane Mané, comandante-mor das forças armadas e que nunca vira com bons olhos a ascensão de Kumba Yalá à presidência, protagonizou novo levantamento, mas acabou por ser morto por adversários (à paulada, segundo fontes fidedignas que Jaime Nogueira Pinto refere na obra citada), o que causou uma forte comoção em todo o país.
Ainda que envoltas em polémica, as eleições presidenciais de 2005 reconduziram Nino Vieira ao mais alto cargo da nação. A situação geral continuou a degradar-se em todos os domínios: a Guiné-Bissau transformou-se cada vez mais num entreposto do narcotráfico internacional (encaminhamento de drogas da América Latina para a Europa). Entretanto, o presidente vivia opulentamente, num país indigente, importando viaturas pessoais topo de gama e não se coibindo de ir a Paris, em avião fretado, para consultas ao seu médico particular.
A 1 de Março de 2009, Tagme Na Waie, Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e antigo rival político de Nino Vieira, foi morto num atentado bombista. Alguns militares que lhe eram próximos suspeitaram, embora sem provas, que o presidente estivesse envolvido neste assassinato, atacaram o palácio presidencial e, na manhã seguinte, 2 de Março de 2009, mataram Nino Vieira a sangue frio. A verdade é que Tagme Na Waie exigira repetidamente o desarmamento da milícia fiel a Nino Vieira e que tinha havido uma rápida escalada nas disputas pelo governo da Guiné-Bissau.
A cúpula militar, que muitos analistas consideram o verdadeiro poder neste pequeno e paupérrimo país africano, afirmou que os direitos democráticos serão mantidos e que não se tratava de um golpe de Estado, mas muitos governos de todo o mundo condenaram o assassinato de Nino Vieira (sem prejuízo de críticas e reservas à sua actuação) e exprimiram séria apreensão pela estabilidade política do país.
O Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Raimundo Pereira, assumiu a presidência interina. Os partidos políticos guineenses marcaram eleições presidenciais antecipadas para 28 de Junho de 2009, que foram vencidas por Malam Bacai Sanhá.

Política de Guiné-Bissau

O PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), no poder na Guiné-Bissau sob a chefia do presidente Nino Vieira, começou em 1989 o esboço de um programa de reformas e liberalização política, abrindo caminho para uma democracia pluripartidárias que incluiu a eliminação de vários artigos da Constituição pelos quais era privilegiado o papel de liderança do PAIGC. Foram ratificadas leis que permitiam a formação de outros partidos políticos, liberdade de imprensa, sindicatos independentes e direito à greve.


Assembleia Nacional

A 1 de Março de 2009, Tagme Na Waie, Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e antigo rival político de Nino Vieira, foi morto num atentado bombista. Alguns militares que lhe eram próximos suspeitaram, embora sem provas, que o presidente estivesse envolvido neste assassinato, atacaram o palácio presidencial e, na manhã
seguinte, 2 de Março de 2009, mataram Nino Vieira a sangue frio. A verdade é que Tagme Na Waie exigira repetidamente o desarmamento da milícia fiel a Nino Vieira e que tinha havido uma rápida escalada nas disputas pelo governo da Guiné-Bissau.
A cúpula militar, que muitos analistas consideram o verdadeiro poder neste pequeno e paupérrimo país africano, afirmou que os direitos democráticos serão mantidos e que não se tratava de um golpe de Estado, mas muitos governos de todo o mundo condenaram o assassinato de Nino Vieira (sem prejuízo de críticas e reservas à sua actuação) e exprimiram séria apreensão pela estabilidade política do país.
O Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Raimundo Pereira, assumiu a presidência interina.
Os partidos políticos guineenses marcaram eleições presidenciais antecipadas para 28 de Junho de 2009.
A transição da Guiné-Bissau para a democracia será complicada, devido à debilitação da sua economia, devastada pela guerra civil e pela constante instabilidade política.
A 1 de Abril de 2010 assistiu-se a uma nova onda de instabilidade, com uma tentativa de golpe de estado com o objectivo de depor o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e o CEMFA, Tenente-General Zamora Induta.

· Feriado nacional: Independência, 24 de Setembro,(1973)
· Constituição: 16 de Maio de 1984, revista em: 4 de Maio de 1991, 4 de Dezembro de 1991, 26 de Fevereiro de 1993, 9 de Junho de 1993 e 1996
· Sufrágio: Universal a partir dos 18 anos.


Subdivisões

Subdivisões da Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau é dividida em oito regiões e um sector autónomo:

· Bafatá (capital: Bafatá)
· Biombo (capital: Quinhamel)
· Sector autónomo de Bissau (Capital: Bissau)
· Bolama (capital: Bolama)
· Cacheu (capital: Cacheu)
· Gabu (capital: Gabu)
· Oio (capital: Farim)
· Quinara (capital: Quinara)
· Tombali (capital: Catió)



Geografia
Geografia da Guiné-Bissau

Cidades mais populosas de Guiné-Bissau

Posição Cidade Região População

1 Bissau Setor autônomo de Bissau 388 028
2 Bafatá Bafatá 22 521
3 Gabu Gabu 14 430
4 Bissorã Oio 12 688
5 Bolama Bolama 10 769
6 Cacheu Cacheu 10 490
7 Bubaque Bolama 9 941
8 Catió Tombali 9 898
9 Mansoa Oio 7 821
10 Buba Quinara 7 779
11 Quebo Quinara 7 072
12 Canchungo Cacheu 6 853
13 Farim Oio 6 792
14 Quinhamel Biombo 3 128
15 Fulacunda Quinara 1 327

Localização
A Guiné-bissau, com 36.125 km2 de superfície, situa-se na Costa Ocidental de África, estendendo-se, no litoral, desde o Cabo Roxo até à ponta Cagete. Tem fronteira, a norte, com o Senegal, a este e sudeste com a República da Guiné e a sul e oeste com o Oceano Atlântico. Além do território continental, o país integra ainda cerca de 40 ilhas que constituem o arquipélago dos Bijagós, separado do Continente pelos canais de Geba, Pedro Álvares, Bolama e Canhabaque.
A Guiné-Bissau é maior que a Bélgica, Taiwan, Haiti ou mesmo os estados brasileiros de Alagoas e Sergipe.
O país estende-se por uma área de baixa altitude. O seu ponto mais elevado está 300 metros acima do nível do mar. O interior é formado por savanas e o litoral por uma planície pantanosa. O período chuvoso alterna com um período de seca, com ventos quentes vindos do deserto do Saara.


Relevo, Vegetação e Hidrografia

A superfície continental consiste numa parte costeira semi-pantanosa e numa zona planáltica pouco elevada. Numerosos rios, dos quais o Cachéu, o Mansôa e o Gêba são os mais importantes, percorrem o território e são as melhores vias de penetração no interior.

Clima

O clima é tropical, embora marítimo. A temperatura média é de 20º C
Situada sensivelmente a meia distância entre o Equador e o Trópico de Câncer, a Guiné-Bissau tem Clima Tropical, caracteristicamente quente e húmido. Há duas estações distintas: a chuvosa e quente e a seca e fresca. O território insular, composto por mais de 80 ilhas, exibe algumas das melhores praias da África Ocidental.
A época das chuvas estende-se de meados de Maio até meados de Novembro, com maior pluviosidade em Julho e Agosto. A estação seca e fresca corresponde aos restantes meses do ano. Os meses de Dezembro e Janeiro são os mais frescos. No entanto, as temperaturas são muito elevadas durante todo o ano.

Demografia

A população da Guiné-Bissau é constituída por mais de 20 etnias, com Línguas, estruturas sociais e costumes distintos. A maioria da população vive da Agricultura e professa religiões tradicionais locais. Cerca de 45% praticam o islamismo. As Línguas mais faladas são a Fula e o Mandinga, de populações concentradas no Norte e no Nordeste. Outros grupos étnicos importantes são os Balantas e os papéis, na Costa Meridional, e os Manjacos e os Mancanhas, nas regiões costeiras do Centro e do Norte.


Crescimento populacional da Guiné-Bissau, 1961-2003.
População: 1,7 milhões de habitantes Estrutura etária:0-14 anos: 42% (homens: 271.100; mulheres 272.304)15-64 anos: 55% (homens 335.150; mulheres 370.667)65 anos e mais: 3% (homens 16.574; mulheres 19.920) (estimativas de 2000)Taxa de crescimento da população: 2,4% (estimativas de 2000)Taxa de nascimentos: 39,63 nascimentos/1.000 habitantes (2000)Taxa de mortalidade: 15,62 mortes/1.000 habitantes (2000)Taxa de migração: 0 migrantes/1.000 habitantes (2000)Percentagem homens/mulheres:ao nascer:' 1,03 homens/mulherescom menos de 15 anos: 1 homem/mulher15-64 anos: 0,9 homens/mulheres65 anos e mais: 0,83 homens/mulherestotal da população: 0,94 homens/mulheres (2000)Taxa de mortalidade infantil: 130 mortes/1,000 nascimentos (2004)Esperança de vida ao nascer:Total da população: 49,04 anosHomens: 46,77 anosMulheres: 51,37 anos (2000)Taxa de natalidade: 5.27 crianças por mulher (2000)·
Grupos étnicos: Balantas 30%, fulas 20%, Manjacos 14%,Mandingas 13%, Papéis 7%, europeus e outros: menos de 1%Religiões: crenças tradicionais africanas 50%, Islamismo 45%, Cristianismo 5%Línguas: Português (oficial), Crioulo Guineense, línguas africanasTaxa de alfabetização:definição: com 15 anos ou mais, sabendo ler e escreverTotal da população: 53,9%Homens: 67,1%Mulheres: 40,7% (1997)

Economia

Economia da Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau, fortemente dependente da agricultura e da pesca, é objecto de um programa do FMI (Fundo Monetário Internacional) para o ajuste estrutural. A castanha de caju, de que é hoje o sexto produtor mundial, aumentou invejavelmente de preço em anos recentes. O país exporta peixe e mariscos, amendoim, semente de palma e madeira. As licenças de pesca são uma importante fonte de receitas. O arroz é o cereal mais produzido e um ingrediente típico e indispensável na alimentação.
Em 1998, a guerra entre facções apoiadas pelo Senegal e a junta militar que controlava o país destruiu grande parte das infra-estruturas e causou danos em todas as regiões, fazendo cair o PIB 28% naquele ano, com uma recuperação parcial em 1999. A produção agrícola baixou cerca de 17% durante o conflito. Na produção de castanha de caju, a descida chegou a 30%. A piorar a situação, o preço deste último produto caiu 50% no mercado internacional em 2000, agravando a devastação começada com a guerra civil.

Cena urbana da capital Bissau
Antes da guerra, os maiores êxitos do governo tinham sido a reforma comercial e a liberalização dos preços, tudo sob a tutela do FMI. A austeridade fiscal e o incentivo ao desenvolvimento do sector privado deram novo fôlego à economia. Após a guerra civil, as medidas de recuperação lançadas pelo governo (novamente com a ajuda do FMI e também do Banco Mundial) trouxeram alento à debilitada economia e, em 1999, permitiram que o PIB recuperasse 8%.

Rio Geba, perto da capital
Em Dezembro de 2000, a Guiné-Bissau tentou uma ajuda internacional de 800 milhões de dólares para a estratégia de redução da pobreza, que deverá ser aplicada em 2002. O país só começará a receber boa parte da quantia quando satisfizer exigências básicas.
As prospecções de petróleo, fosfato e outros recursos mineiros vão começar em 2010. Há já extracção de petróleo na zona de exploração conjunta com o Senegal.
A economia guineense acusou nos últimos 3 anos alguns avanços e, segundo o FMI, vai crescer este ano 2,3%, devido ao aumento da produção e da exportação de castanha de caju e às receitas das licenças de pesca. O país está optimista, pois já existem investimentos de grandes empresas multinacionais em diferentes áreas, com destaque para o turismo.
Hoje, Guiné-Bissau é um dos países da África que é considerado como um País em Desenvolvimento.

Comunicações

Telemóveis: O número de telemóveis registados cresceu de 20 mil para 40 mil entre Janeiro de 2007 e Janeiro de 2008, representando uma taxa de penetração de cerca de 3% da população. Actualmente, operam no país 3 grandes empresas de telemóveis: a MTN (que substituiu a Areeba), a Orange e a Guine Tel. Na cidade de Bissau são vendidos cartões pré-pagos e pacotes iniciais de todas as redes. As chamadas internacionais funcionam facilmente e com qualidade aceitável, as mensagens internacionais menos regularmente.

Cultura

Cultura da Guiné-Bissau


A Guiné-Bissau possui um património cultural bastante rico e diversificado. As diferenças étnicas e linguísticas produziram grande variedade a nível da dança, da expressão artística, das profissões, da tradição musical, das manifestações culturais.
A dança é, contudo, uma verdadeira expressão artística dos diversos grupos étnicos.
Os povos animistas caracterizam-se pelas belas e coloridas coreografias, fantásticas manifestações culturais que podem ser observadas correntemente por ocasião das colheitas, dos casamentos, dos funerais, das cerimónias de iniciação.
O estilo musical mais importante é o Gumbé. O Carnaval guineense, completamente original, com características próprias, tem evoluído bastante, constituindo uma das maiores manifestações culturais do País.
O músico José Carlos Schwarz
é ainda hoje considerado um dos maiores nomes de sempre da música guineense.

Feriados e/ou festas

Data Nome em português
1 de Janeiro Ano Novo
20 de Janeiro Dia dos heróis
8 de Março Dia Internacional da Mulher
1 de Maio Dia do Trabalho
3 de Agosto Dia dos mártires da colonização
24 de Setembro Dia da independência , Festa nacional
13 de Outubro Final do Ramadão , Muçulmana
14 de Novembro Aniversário do movimento de reajuste
20 de Dezembro Festa do Cordeiro , Muçulmana
25 de Dezembro Natal , Católica e protestante

O Hino Nacional

Esta é a Nossa Pátria Amada.
Sol, suor e o verde e o mar,Séculos de dor e esperança:Esta é a terra dos nossos avós!Fruto das nossas mãos,Da flor do nosso sangue:Esta é a nossa pátria amada.
CoroViva a pátria gloriosa!Floriu nos céus a bandeira da luta. A vante, contra o jugo estrangeiro!Nós vamos construirNa pátria imortal A paz e o progresso! Nós vamos construir Na pátria imortal A paz e o progresso! Paz e o progresso! Ramos do mesmo tronco, Olhos na mesma luz: Esta é a força da nossa união! Cantem o mar e a terra A madrugada e o sol Que a nossa luta fecundou.

Turismo

O país apresenta boas potencialidades turísticas. A diversificada cultura gastronómica (cerca de 15 etnias) aliada à rica paisagem natural, ainda por explorar, dá à Guiné-Bissau vantagens de poder oferecer produtos altamente valorizados, hoje, pelos turistas. Referimo-nos ao Turismo Ecológico, ao Turismo Rural e à possibilidade de experimentar uma vivência puramente africana, turismo cultural.
A Guiné-Bissau beneficia de uma posição geográfica privilegiada, a poucas horas de voo dos países do norte, dado a sua proximidade da Europa e da América. O clima tropical apresenta um período de chuvas relativamente curto, sendo que a época seca, a mais apropriada para a recepção dos turistas, se prolonga de Outubro a Maio (8 meses). Este espaço de tempo, além de coincidir com o Inverno na Europa, época na qual muitas pessoas aproveitam para gozar dias de sol e calor em paragens quentes, com muito que contar, apresenta vários períodos favoráveis ao gozo de férias – Natal e Fim de Ano, Carnaval e a Páscoa.
O povo é hospitaleiro e possui uma expressiva diversidade cultural.
Para uma caracterização da oferta podemos dividir o país em duas zonas destintas:
• A costeira e • A do interior.
A Zona Costeira, constituída pelo Arquipélago dos Bijagós e a orla marítima continental, apresenta grande variedade de animais marítimos, excelentes praias e vários parques nacionais, podendo-se destacar o Parque Nacional Marítimo do Complexo de João Vieira – O Poilão (santuário das tartarugas marítimas) e o Parque do Grupo das Ilhas de Orango.
Na Zona do Interior, que engloba o leste, o norte e parte do sul do país, existem extensas savanas que além de permitirem a prática de caça, oferecem lugares pitorescos pelas suas gentes, faunas e flora, próprios para o desenvolvimento do Turismo Rural.
Concluindo, o país tem grande potencial para o desenvolvimento do: Eco-Turismo, do Turismo Rural, do Turismo ligado à Pesca e Caça Desportivas, de Circuitos de Visitas a Florestas e Savanas ricas pela sua vegetação e densidade animal e pela afabilidade do seu povo. A exploração deste potencial deverá, no entanto, obedecer a critérios que tenham em conta o desenvolvimento sustentado do país, através da:
a)-Conservação das fontes naturais de riqueza;
b)-Valorização das culturas locais;
c)- Análise conjunta dos diversos interesses dos sectores económico-sociais nacionais.
A implementação de estruturas turísticas terá que ter em conta os interesses da população e dos investidores e deverá apresentar vantagens comparativas à população rural, através da compensação pelo uso dos seus espaços e recursos. Cada um dos projectos de implantação de estruturas (hotéis, campings, etc.), deverão ser objecto de estudos de impacto ambiental.
ESTRATÉGIAS E PERSPECTIVAS A CURTO E MÉDIO PRAZOS PARA O SECTOR DO TURISMO
A estratégia do Governo para a promoção do sector consiste na abertura de varias frentes de promoção, através de contactos directos com potenciais promotores do turismo, identificando os potenciais investidores que, visam promover a imagem positiva e da criação de um ambiente favorável de negócios e investimento para o sector.

Para o efeito, estão sendo criadas condições que permitam a promoção e a captação do investimento estrangeiro, no sector, através de:
• Elaboração de um Código de Investimento específico para o sector, o que transmitirá garantias e confiança ao potencial investidor;
• Criação de um Guia Turístico que, ilustrará toda a potencialidade e facilidades de Investimento;
• Criação de um Website específico sobre o sector;
• Criação de zonas turísticas específicas;
• Reforço da Capacidade Institucional dos agentes ligados ao Sector;
• Privatização e Liquidação das Unidades sob Tutela do Governo;
• Adopção do Plano Estratégico do Desenvolvimento do Turismo;




Constituição da República da Guiné-Bissau

Da sua independência nacional em 1973 até hoje, a Republica da Guiné-Bissau já efectuou as seguintes revisões a sua Constituição Nacional:

· 16 de Maio de 1984;
· 04 de Maio de 1991;
· 04 de Dezembro de 1991;
· 26 de Fevereiro de 1993;
· 09 de Junho de 1993.
Sendo a actual - em vigor - aprovada a 04 de Dezembro de 1996.
Órgãos de Soberania

Segundo a Constituição da República são considerados Órgãos de Soberania:
· O Presidente da República;
· A Assembleia Nacional Popular;
· O Governo;
· Os Tribunais;
Sendo que a organização do poder político se baseia na separação e independência dos Órgãos de Soberania, e na subordinação de todos eles a Constituição da República.
Presidente da República
· Sua Excelência, Malam Bacai Sanhá
Governo
· Primeiro Ministro: Sua Excelência, Carlos Gomes Júnior
Assembleia Nacional Popular
· Presidente: Manuel Serifo Nhamadjo

A gastronomia tradicional guineense

É caracterizada por paladares intensos e apimentados, onde o limão e a malagueta são condimentos indispensáveis. O arroz é a base principal da alimentação dos guineenses, e quando cozinhado, é comummente designado por bianda, ao qual se adiciona o mafé, nome atribuído aos molhos e caldos, geralmente feitos com peixe, mariscos, galinha ou carne.
A gastronomia tradicional guineense é caracterizada por paladares intensos e apimentados, onde o limão e a malagueta são condimentos indispensáveis. O arroz é a base principal da alimentação dos guineenses, e quando cozinhado, é comummente designado por bianda, ao qual se adiciona o mafé, nome atribuído aos molhos e caldos, geralmente feitos com peixe, mariscos, galinha ou carne. O chabéu e o óleo de palma são as gorduras vegetais de eleição, utilizadas por todas as etnias da Guiné-Bissau. A mancarra é outra oleaginosa empregue frequentemente em molhos. No que diz respeito aos legumes, recorre-se geralmente ao baguitche, à candja e ao djagatu para acompanhar o arroz e o mafé.

Ingredientes: Frango com Amendoim

· 1 Frango
· 1 Cebola grande
· 1 Limão
· 250 Gr. de mancarra (amendoim)
· 3 Tomates vermelhos
· 1 Dl de água
· Sal e piripiri
Preparação:
Limpa-se o frango e corta-se aos bocados. Tempera-se com sal piripiri e a cebola às rodelas. Vai ao lume brando, com um pouco de água, para cozer (fica quase sem molho). À parte, pisa-se o amendoim num almofariz, o mais fino possível. Misturam-se os tomates até fazer uma pasta. Deita-se então a água quente e mexe-se para desfazer bem. Passa-se por um passador de rede, e adiciona-se o líquido ao frango. Ferve-se um pouco para apurar. Ao retira do lume, rega-se com sumo de limão.

Ingredientes: Galinha à Moda da Guiné
· 1 Galinha
· 2 Cebola
· 2 Limões
· 75 G de manteiga
· Água, sal, piripiri e manteiga para barrar
Preparação:
Tempera-se a galinha, depois de bem lavada, com sal, piripiri, manteiga, a cebola picada e o sumo de limão. Fica a marinar durante 3 horas.Depois leva-se a galinha ao lume, num tacho com um pouco de água, e ferve durante 5 mn. Retira-se o caldo e põe-se a assar nas brasas, barrando de vez em quando com manteiga.O caldo ferve cerca de meia hora, para apurar.Logo que a galinha esteja assada, corta-se aos bocados, coloca-se numa travessa e rega-se com o molho. Serve-se quente com arroz solto.

Camarões à Guineense

Ingredientes:
1 Cebola
1 Kg de camarões
1/2 Pepino
Sal q.b.
Piripiri ou pimenta q.b.
1 Dl de azeite
1 Limão
1 Dl de caldo de galinha.

Confecção:
Descasca-se o pepino, limpa-se de sementes e corta-se em palitos finos. Num tacho leve ao lume a cebola picada e o azeite a refogar. Assim que a cebola amolecer junta-se o camarão e o pepino e refoga-se mais um pouco. Tempera-se com sal, sumo de limão e piripiri ou pimenta em pó. Adiciona-se o caldo de galinha e deixa-se ferver até o camarão ficar rosado, o que leva 5 minutos. Retire o tacho do lume e ponha o preparado numa travessa. Sirva acompanhado com arroz branco.

Carnaval Guineense

O Carnaval na Guiné-Bissau é vivido com intensidade e Alegria. É dia feriado e por isso de não trabalho para a maioria, mas também de festa, convívio, dança, máscaras, cerveja e tudo o que mais vier. Também é dia de confusão pela quantidade de gente nas ruas, a subir e a descer, a apitar e a gritar, havendo bancadinhas ao longo das ruas do centro da cidade e nos acessos onde a cerveja escorre com facilidade e rapidez. O Carnaval é ainda um dia de possibilidades. Se não se tiver coragem de fazer algo ao longo do ano, neste dia a legitimidade é garantida. Afinal é costume dizer-se, um pouco por todo o lado, que "no Carnaval ninguém leva a mal". Pelo sim pelo não, como ao que parece este é um dia que pode virar complicação.

Estilos de Musicas da Guiné-Bissau


A música da Guiné-Bissau é normalmente associada com género Poli-Ritmico
Denominado de "Gumbé," que constitui a primeira exportação musical do país.
Diz-se que a cabaça ou simplesmente "cabaz" foi um dos primeiros instrumentos
Musical da Guiné-Bissau e é usado de uma forma extremamente rápida, produzindo sons que também provocam complexas danças, sejam elas tradicionais ou modernas.
O grande denominador de Estilo Gumbé são as canções, muitas delas cantadas em Crioulo e revolvendo à volta de temas tais como a sociedade, as relações humanas e amorosas, a amizade, as controvérsias e muito recentemente noutros tópicos, nomeadamente o Sida e as questões Políticas e da Estabilidade do País.
A palavra "Gumbé" é sempre usada genericamente, albergando quase todos os
Estilos Musicais da Guiné-Bissau. Todavia, o estilo "Gumbé" tem juntado mais de uma dezena de géneros musicais -- conhecidos como músicas folclóricas ou tradicionais. Alguns exemplos destes estilos são: Tina, Tinga, Brocxa, Kussundé (da Etnia Balanta), Djambadon (Mandinga), e Kunderé (Bijagós). Muito embora alguns destes estilos sejam apropriados para rituais, cerimónias tradicionais e fúnebres, a pouco e pouco eles estão sendo incorporados na música contemporânea de Gumbé.
Mas, o que significa a palavra "Gumbé’? Aqui está uma argumentação comum: o Gumbé tem como base um tambor de mesmo nome (também chamado sikó, ou "tambor d'água" pelos guineenses), cheio de água e sonorizado através de uma cabaça, reintroduzido na África por volta de 1800, quando um grupo de escravos foi libertado na Jamaica e transportado num barco até Serra Leoa.
Para Lucy Duran, professora de musicologia na Universidade de Londres, Gumbé foi a "primeira música popular Africana". É também a forma através da qual as várias etnias da Guiné-Bissau, inclusive as de tradição muçulmana (Mandinga, Fula etc), cruzam-se culturalmente, sobretudo com a contribuição dos djális ou griots, lavradores que se tornaram músicos hereditários.
Quase em extinção em outros países do Continente, o Gumbé, está muito presente na Guiné-Bissau e os sons deslumbrantes que os instrumentos como o tambor de água criam "acordam" a alma de qualquer ser humano.
Outro elemento relevante quando se fala da música da Guiné é a união que ela incentiva entre guineenses de diversas etnias e religiões. Este é o caso do fenómeno de "mandjuandades". Como aliás escreveu Maria Manuela Abreu Borges Domingues na sua dissertação ESTRATÉGIAS FEMININAS ENTRE AS BIDEIRAS DE BISSAU, "a prevalência das associações pluri-étnicas indicia a índole iminentemente urbana das mandjuandades de Bissau, onde a coabitação das diversas culturas acabou por originar formas de expressão e solidariedades sociais específicas, fruto das comuns condições de existência material e vivências quotidianas". Aliás tem sido a maior característica da música Gumbé em suas diversas formas.
Independente desde 1973 (e reconhecida um ano mais tarde pela administração colonial portuguesa), Guiné-Bissau não tem sofrido influências musicais significantes de Portugal (fado), contrariamente daquilo que aconteceu em países como Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde.
No entanto, a existência de Gumbé só veio à luz do dia depois de 1973, quando Ernesto Dabó produziu em Lisboa o tema "M'Ba Bolama". Diz-se que a produção desta música ocorreu sob à alçada de Zé Carlos, também o responsável pela formação de uma das mais populares bandas musicais na Guiné-Bissau, Cobiana Djazz. Estávamos em 1972.
Quase uma década depois, viveu-se a "era" de Super Mama Djombo, cujo primeiro trabalho estreiou-se em 1980 com o álbum "Cambança", tremendamente popular por todo o país.
A história conta-nos de que os primeiros grupos musicais da Guiné-Bissau tais como a Africa Livre, o Chifre Preto e a Kapa Negra tinham relações "tensas" com o poder político dessa altura.
Nas mesmas circunstâncias esteve o histórico Zé Carlos, considerado um crítico do poder colonial e da administração pós-independência. O cantor acabou por morrer num acidente de aviação em Havana, Cuba e até à esta data persistem rumores segundo os quais houve uma conspiração para eliminar fisicamente o músico devido ao conteúdo político das suas canções.
Mais tarde, a orquestra Super Mama Djambo embora tenha suportado o partido no poder, o PAIGC, também sempre criticou aquilo que apelidou de "nepotismo" e "corrupção" dos governantes.
E nos finais de 1980s, estilos Kussundé começaram a ganhar alguma popularidade no país, liderado por Kaba Mané, cujo álbum "Chefo Mae Mae" combinou as forças da guitarra eléctrica com as melodias e ritmos balantas. Na mesma linha de actuação surgiram cantores tais como Ramiro Naka e Tchando que muito contribuiram para a "exportação" da música guineense além das fronteiras.
Mas, em abono de verdade, o poder político sempre esteve preocupado com as mensagens dos artistas guineenses. Um exemplo clássico foi a prossecução do cantor Zé Manel depois do lançamento de "Tustumunhus di aonti" (Os Testumunhos de Ontem) em 1983, cujas letras foram escritas maioritariamente por Huco Monteiro, também ele escritor e poeta.
Hoje são muitos os que têm contribuído para a "evolução" de Gumbé, incluindo artistas tais como Sidónio Pais, Justino Delgado, Manecas Costa, o grupo Tabanka Djaz, Rui Sangará, Dulce Neves, Nené Tuty, Buka Pussick, Maio Copé, entre tantas outras figuras de relevo.
Gumbé vai ganhando contornos internacionais, os artistas, músicos, compositores e produtores nacionais vão pesquisando as formas de "incorporar" as tradições musicais da Guiné-Bissau nas novas produções. Exemplos destes esforços são os álbuns "Mom na Mom", produzido por Juca Delgado; "Paraíso di Gumbé" de Manecas Costas; "Badjapucen" de Silvestre Gomes; o agrupamento «Netos di Gumbé» e os recentes trabalhos de Nino Galissa e de Eneida Marta. E falando da Eneida, ela tem uma das mais belas vozes africanas da actualidade, misturando ritmos de Gumbé com a Morna de Cabo Verde ou o Singa, cantando nas línguas Mandinga, Fula, Crioulo, Futa-fula e Português. O álbum "Lope Kai" exemplifica este esforço.
Outros contributos para o enriquecimento da cultura e música Gumbé devem-se à nova geração dos cantores guineenses que, abraçando o estilo original de Gumbé, vão-se ajustando aos tempos modernos...e daí que muitos têm adicionado o sabor do "rap" aos sons do "nosso" Gumbé.


1 comentário:

  1. Oi sou o Mussá,este é o meu blogspot,,,espero a visita de todos voces e comentarios em relação ao meu trabalho.
    Isto porque a maior parte das pessoas ouve falar da Guiné e deixa-se levar pelo que ouve seja bem ou mal acaba sempre por acreditar sem saber no fundo as raizes dessa terra maravilhosa,o que ela tem para oferecer,os lugares bonitos que convida a conhecer,os sabores gastronomicos ect,,,espero um comentario obrigado.

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